Entrevista com Divaldo P. Franco e Raul Teixeira

 

 

Qual a finalidade da mediunidade na Terra?

Divaldo - A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir.  Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual.  Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.

Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal.  Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu.

 

Há mediunidades mais importantes que outras ?E médiuns mais fortes que outros?

Raul – Verdadeiramente não pode haver mediunidades mais importantes que outras, nem médiuns mais fortes do que outros.  Existem médiuns e mediunidades.

 

Quais são os requisitos necessessários aos médiuns que militam na tarefa mediúnica ?

Raul - Percebendo que a mediunidade é uma faculdade mental, ela independe de o indivíduo ser nobre ou devasso.  Sendo a mediunidade essa luz do espírito que se projeta através da carne, admitiremos também poder encontrá-la representando a treva do espírito que escorre através do corpo.  E exatamente por isso, percebemos que o médium deverá ajustar-se, quando deseje servir com o Cristo.  Atrelado às forças do bem, ajustar-se ao esforço de vivenciar as lições evangélicas, renovando, gradativamente, os panoramas da própria existência, domando as inclinações infelizes, inferiores, elevando o padrão mental para que sua mentalização se dirija para o sentido nobre, fazendo o cada vez mais vibrátil nas mãos das Entidades Felizes.  Logo, os requisitos para o exercício da mediunidade no enfoque espírita serão o exercício da humildade, da humildade que não se converte em subserviência, mas que é a atitude de reconhecimento da grandeza da vida em face da nossa pequenez pessoal; o espírito de estudo, de apercebimento continuado das leis que nos regem, que nos governam.  O médium espírita deverá estar sempre voltado para aumentar o seu património de conhecimento das coisas, dando-nos conta de que o Espírito da Verdade nos disse ser necessário o amor que assiste, que guarda, que renuncia, que serve, e, ao mesmo tempo, a instrução que de maneira alguma representará apenas o diploma acadêmico, mas que é esse engrandecimento do caráter, da inteligência, esse amadurecimento que, muitas vezes, o diploma não confere.  Exatamente aí o médium deverá ater-se ao estudo, ao trabalho, à abnegação ao semelhante e nesse esforço estará logrando também subir a ladeira para conquistar a humildade.

Numa colocação feita pelo espírito Albino Teixeira, através de Chico Xavier, no livro Paz e Renovação' diz ele que o melhor médium para o mundo espiritual não é o que seja portador de múltiplas faculdades, mas é aquele que esteja disposto a aprender e sempre pronto a servir.

 

 

Divaldo Pereira Franco – Diretrizes de Segurança