Onde está o teu coração?

 

Há a história do homem que foi chamado ao tribunal a fim de responder a um processo.

Preocupado, procurou um amigo e expôs-lhe seu problema, pedindo-lhe que o acompanhasse.  O amigo recusou-se:

"Desculpe, mas não gosto de tribunais.  Além disso, esse juiz é muito severo.  Eu não me daria bem com ele."

Um segundo amigo foi convocado:

 "Olhe, meu caro, posso acompanhá-lo até a porta do tribunal, mas não entro.  Eu nada poderia fazer por você."

 Um tanto desanimado, procurou um terceiro amigo.  Este lhe disse, categórico:

 "Tudo bem!  Não se preocupe!  Eu vou com você!  Serei seu advogado, farei valer seus direitos.  Deixarei bem claro que você é um homem de bem!"

 

Todos seremos chamados, um dia, a esse tribunal: a Morte.

O juiz: a consciência.

O processo: a avaliação de nossa condição no plano espiritual, com a aferição do que fizemos de nossa vida.

 

O primeiro amigo são os bens materiais.  Valem muito na Terra, mas não significam nada no Além.

 

O segundo representa os familiares.  Preocupam-se conosco, mas não seguem juntos.

 

O terceiro representa as boas ações.  Estas vão conosco e falam bem alto quando se trata de definir nossa vida futura, garantindo-nos um futuro promissor.

 

Justo, portanto, que perguntemos, todos os dias, a nós mesmos:

 

Onde está o nosso coração?

 Quais os interesses que caracterizam nossa existência?

São da Terra ou do Céu? 

Dizem respeito a esta vida efêmera ou à Eternidade?

 

É preciso colocar o coração no lugar certo, à procura do tesouro real, ou somente colheremos tensões e desajustes na Terra; desilusões e angústias no Plano Espiritual.

 

 

Referências bibliográficas:

Richard Simonetti – Luzes no Caminho